Última Hora

15-12-2017 16:00
ULS da Guarda informa, em comunicado, que já tomou medidas para evitar falhas no atendimento de grávidas
ULS da Guarda informa, em comunicado, que já tomou medidas para evitar falhas no atendimento de grávidas
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda reagiu esta tarde à notícia sobre a deliberação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que concluíu que a equipa de urgência daquelas unidade «falhou no atendimento» de uma grávida que perdeu o bebé no final de gestação enquanto esperava por ser vista por um médico. Em comunicado, o conselho de administração da ULS da Guarda refere que «é um caso delicado para a instituição que tem merecido toda» a «atenção e acompanhamento». «Salientamos que tudo estamos a fazer para corrigir o que correu menos bem e continuamos convictos que possuímos bons profissionais e que trabalhamos sempre em prol da prestação dos melhores cuidados de saúde», adianta a administração.
Na mesma nota informativa informa que «imediatamente» após ter conhecimento do relatório da ERS tomada no passado mês de Setembro foram toadas diversas medidas, umas das quais a «Triagem de Manchester na Urgência Obstétrica». Para além disso, «foram adquiridos três cardiotocógrafos com gravação de dados em sistema informático» e «revisto o regulamento interno do Serviço de Urgência Obstétrica e procedimentos». A administração informa ainda que «estão programadas no Plano de Formação do próximo ano formações para todos os profissionais, de acordo com a Norma da DGS 001/2017, (Comunicação eficaz na transição de Cuidados de Saúde) e Normalização de registos clínicos, de acordo com o despacho n.º 2784/2013 de 20 de fevereiro».
De recordar que o caso que motivou a deliberação da ERS ocorreu no passado dia 16 de Fevereiro quando uma mulher, grávida de 37 semanas, deu entrada na ULS às 09:30 com uma pequena perda de sangue.
Às 10:40, segundo as conclusões do inquérito instaurado internamente pela unidade de saúde e que consta de uma deliberação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), o obstetra realizou uma ecografia, tendo constatado a ausência de batimentos cardíacos do feto. No entanto, sublinha a ERS, «no relatório de urgência remetido pela Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG) não existe qualquer registo da realização de ecografia, a hora a que foi realizada nem o resultado do exame».
A ERS identificou no atendimento a esta grávida um «alegado tempo de espera excessivo para atendimento da utente após a sua admissão no serviço de urgência, não havendo registos de ter sido efectuada triagem, nem da sua adequada monitorização e vigilância clínica durante o período de espera».
O regulador apurou ainda «uma eventual não garantia de que os registos clínicos dos utentes sejam fiáveis e reproduzam a real situação clínica, bem como os cuidados, efetivamente, prestados», recordando que “não há registo de observação ginecológica, da audição da auscultação fetal, nem da avaliação dos sinais vitais da grávida».


Registou-se ainda «uma eventual existência de falta de comunicação e articulação entre os diversos profissionais de saúde presentes» no serviço de urgência. Esta falta de comunicação e articulação é passível de prejudicar «a transmissão de informação completa, necessária para, em cada momento da prestação de cuidados de saúde, cada um dos profissionais envolvidos tomar as melhores decisões», lê-se na deliberação da ERS.

Por:Radio Elmo