Arquivo: Edição de 27-02-2003
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SECÇÃO: Actualidades |
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Autarcas do distrito descontentes com possível encerramento dos postos da GNROs autarcas do distrito da Guarda estão descontentes com as propostas do Comando-Geral da GNR para o novo Quadro Orgânico daquela força policial. Os autarcas do distrito da Guarda estão descontentes com as propostas do Comando-Geral da GNR para o novo Quadro Orgânico daquela força policial. O documento, já entregue no Ministério da Administração Interna, prevê o fim dos destacamentos territoriais de Gouveia e Vilar Formoso, bem como o fecho de oito postos em Paranhos da Beira (Seia), Vila Nova de Tazém (Gouveia), Soito (Sabugal), Miuzela do Côa (Almeida), Pínzio e Freixedas (Pinhel), Vila Franca das Naves (Trancoso) e Freixo de Numão (Vila Nova de Foz Côa). Em contrapartida, será criado um novo destacamento territorial em Seia. As reacções já se fizeram sentir, tendo Júlio Sarmento considerado "inaceitável" a eventualidade de a GNR encerrar em Vila Franca das Naves. O presidente da Câmara Municipal de Trancoso considera que a referida localidade é um dos “principais pólos económicos do concelho” que não pode “compadecer-se com uma medida economicista que prejudica a segurança das pessoas". Outro argumento contra o fecho prende-se com o facto de este posto abranger 10 freguesias, algumas das quais isoladas, "que vêem na proximidade da GNR um sinal de segurança acrescido". O edil invoca ainda o envelhecimento da população e o isolamento de muitos idosos para defender um "maior esforço em termos de segurança e vigilância policial" nesta zona do município. Caso contrário, Júlio Sarmento não hesita em apelar à mobilização da população para "um veemente protesto contra mais uma medida lesiva dos seus interesses", afirma. Recorde-se que também o autarca de Pinhel se mostrou surpreso quanto à eventualidade do encerramento dos postos de Pínzio e de Freixedas. Há já algum tempo que a Elmo tinha avançado que o Município de Pinhel está a preparar "um conjunto" de medidas de protesto”, escusando-se a especificar o que irá ser feito na realidade. António Ruas defende que o Governo devia criar “condições para fixar a população no interior e não fomentar a emigração, que começa de novo a ser uma realidade", acusa. Já o vice-presidente da Câmara Municipal de Almeida, José Alberto Morgado, considera "escandaloso e inaceitável" o fecho do comando do Destacamento Territorial de Vilar Formoso, uma vez que está na principal fronteira portuguesa, "onde ocorrem problemas relacionados com a imigração ilegal, prostituição e droga".
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