Arquivo: Edição de 27-02-2003

SECÇÃO: Actualidades


30 mil novos empregos com o IP2

Os primeiros 29 quilómetros que irão ligar o distrito da Guarda e Bragança estarão concluídos em Novembro do próximo ano, com a construção do IP2 entre Celorico e Trancoso, mas toda a restante via estará pronta em finais de 2011. A obra, segundo o ministro Mário Lino, é «útil, necessária e importante» para a Guarda, aumentando consideravelmente a execução do Plano Rodoviário Nacional no Distrito, e os dados do ministério apontam ainda para que, após a conclusão das obras, sejam gerados cerca de 30 mil novos empregos. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações visitou no terreno as obras da concessão Douro Interior, que incluem a construção do IP2 a norte do distrito da Guarda. Com estaleiro montado e já um grande volume de obras no terreno, a empresa concessionária, Aenor, surpreendeu o ministro Mário Lino, que se mostrou satisfeito pelo andamento das intervenções. «Vi uma grande transformação em muito pouco tempo» disse, surpreendido, o ministro, sublinhando que «é isto que temos procurado fazer nas obras públicas». «A prática, para o lançamento de uma obra, era antes de 4 a 5 anos, e nós fizemo-lo em apenas um ano», ressalvou Mário Lino, que também elogiou a Aenor: «em meio ano trataram das expropriações, das adjudicações, montou estaleiro e começaram as obras, que já têm uma pujança muito grande. Estão a cumprir os compromissos, o que é bom». E porque as obras públicas são um grande empregador, o ministro Mário Lino não deixou de destacar, na deslocação a Celorico da Beira, o factor de empregabilidade do IP2, durante a sua construção e após a mesma. «Esta obra já dá emprego a quase duas mil pessoas, e até ao final do ano empregará perto de 6 mil. O pico será em 2010, com mais de 7600 trabalhadores no terreno, envolvendo mais de 200 empresas», anunciou o ministro das Obras Públicas, que destacou a importância, mesmo nesta fase da construção do IP2, para a região. O contrato prevê a contratação de mão-de-obra na região, e o fluxo de trabalhadores de fora irá contribuir também para o aumento do volume de negócio da restauração e hotelaria, referiu Mário Lino. Sobre o facto de nos dias de hoje se questionar a viabilidade económica dos projectos de obras públicas, o ministro disse que a Concessão Douro Interior (que inclui IP2 e IC5) é economicamente viável, e a análise custo/benefício regista um saldo positivo. «Com a melhoria da rede viária é esperado que o nível de produção das empresas também suba» frisou Mário Lino, o que deverá permitir criar cerca de 30 mil novos empregos.

Nova Guarda

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