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GNR reforça patrulhamento de proximidade na área protegida do Douro Internacional

O Parque Natural do Douro Internacional foi dotado pela GNR, através da unidade do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, de novos meios fluviais e terrestres de fiscalização e proteção ambiental.

“Trata-se de um projeto financiado pela União Europeia, em que a GNR está envolvida, com dois binómios cinotécnicos, uma embarcação de patrulhamento fluvial e uma patrulha equipada com uma viatura todo o terreno, tendo em vista a preservação do meio ambiente”, disse o comandante da GNR no distrito de Bragança, coronel Amílcar Ribeiro.

Segundo o oficial, a unidade do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente é uma valência que acaba por demonstrar maior proximidade dos militares da guarda junto das populações.

O comandante explicou à Lusa que a equipa cinotécnica está preparada para a deteção de venenos ou outras espécies de tóxicos que possam afetar a fauna e a flora.

Já a embarcação está dotada de sistema de georreferenciação e a viatura todo o terreno permitirá fazer uma maior e melhor fiscalização do Parque Natural do Douro Internacional [PNDI]”, explicou.

“Estes venenos são utilizados na agricultura ou em disputa de zonas de espécie, o que acaba por causar um desequilíbrio nos ecossistemas e na avifauna autóctone ” explicou.

Este projeto de proteção ambiental é financiado pela União Eupneia através do programa “Life Rupis” em ambiente natural específico.

O projeto “Life Rupis” tem como objetivo principal o reforço das populações de britango e águia-perdigueira, águia de Bonelli, entre outras espécies de aves rupícolas que nidificam no Douro transfronteiriço, através da redução da mortalidade e aumento do sucesso reprodutor.

O PNDI, segundo uma nota Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNF), vai ser dotado de dois novos vigilantes da natureza, carência há muito apontada pelos autarcas e populações dos quatro concelhos abrangidos.

O PNDI inclui os troços fronteiriços do rio Douro e Águeda, bem como as superfícies planálticas confinantes pertencentes aos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro e que se estende ao longo de mais de 120 quilómetros, que alberga uma das maiores das maiores comunidades de aves rupícolas da Península Ibérica.