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Distrito da Guarda com dispositivo de combate idêntico ao de 2016

O combate aos incêndios florestais no distrito da Guarda conta este ano com um dispositivo idêntico ao de 2016, com 597 operacionais, 151 veículos e três helicópteros, anunciou hoje o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS)

“Este dispositivo já está estabilizado há anos, os bombeiros estão a trabalhar no seu máximo e, portanto, não é previsível que haja possibilidade de aumentar mais em termos de recursos humanos”, afirmou hoje à agência Lusa o CODIS da Guarda, António Fonseca.

No entanto, o responsável, que hoje apresentou o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para o distrito, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, disse que têm sido introduzidas algumas “melhorias”.

“As melhorias que têm sido introduzidas sistematicamente [foram] em termos de organização e de modelo de funcionamento, em termos doutrinários também”, explicou.

Disse ainda que foi melhorada “substancialmente” a articulação “entre os diversos parceiros” envolvidos no DECIF “que, cada vez mais, funcionam como uma comunidade integrada”.

“Já não há aquela coisa de que cada um veste a sua camisola, como era há uns anos, e neste momento os diversos operacionais, quer sejam sapadores, bombeiros, GNR, já trabalham de uma maneira mais integrada e isso é fundamental para se conseguir ganhos de produtividade e de eficiência”, rematou.

Na apresentação do DECIF, o CODIS referiu que, na campanha de combate a incêndios deste ano, os meios do distrito da Guarda têm como intenção “dominar os incêndios no ataque inicial, limitar os desenvolvimentos catastróficos e concluir a campanha sem vítimas entre os operacionais e a população”.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, referiu as várias alterações introduzidas este ano no dispositivo de combate aos incêndios florestais e reafirmou que o Governo volta a pretender que existam “mortes zero”, a começar nos operacionais.

Jorge Gomes disse que vai ser feita “uma aposta muito forte no ataque inicial” para reduzir a propagação de grandes incêndios.

O governante falou depois da área ardida este ano, um ano “atípico”, que “não está a correr muito bem ao nível de incêndios”.

O governante disse que o país tem “uma coisa que é muito positiva”: “As nossas bombeiras e bombeiros, os nossos sapadores, a nossa FEB (Força Especial de Bombeiros), os nossos GIPS (Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro), estão determinados a contrariar todos estes números e estão determinados a dar garantias à população de que nós continuamos a trabalhar para o bem-estar dos nossos cidadãos e sobretudo para que vivam bem e que vivam sem este flagelo dos incêndios”.