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“Parcerias mais eficientes” para travar a violência doméstica

“Parcerias mais eficientes” é o que está a faltar na problemática da violência doméstica, segundo Elisa Brites da APAV de Vila Real. Esta responsável falou nas comemorações do dia Internacional da Mulher em Pinhel, para um auditório cheio, e lembrou o trabalho da Associação para ajudar as vítimas de violência. “Ainda é preciso trabalhar mais na prevenção e na sensibilização junto dos mais novos”, disse. “É na camada mais jovem da sociedade que se podem mudar comportamentos futuros”, acrescentou, “daí ser importante trabalhar na sensibilização”.

Neste seminário esteve também Chabela de la Torre, vice-presidente da Diputacion de Salamanca, onde afirmou que “ainda há muito caminho a percorrer no que diz respeito a igualdade de oportunidades para homens e para mulheres.”

“Apontaram-me o dedo por ter deixado o meu filho e ter ido trabalhar. Perguntaram-me mesmo como foste capaz? A um homem isto não acontece”, desabafou.

Foi mãe muito jovem, andava na universidade e o caminho não foi fácil. Para chegar onde chegou teve que fazer escolhas. Mas disse também que foram escolhas livres, e que por isso não tem qualquer arrependimento.

Adelina Martins, ex-diretora regional de agricultura e pescas do centro, foi a primeira mulher a liderar este organismo e disse não ter sido fácil entrar num mundo “tradicionalmente de homens”, mas realçou que valeu a pena.

Daniela Capelo, vice-presidente da Câmara de Pinhel, encerrou o seminário e também não esqueceu a violência doméstica e os trágicos números de 2019, considerando que “esta é uma luta difícil onde os obstáculos culturais são por vezes barreiras que dificultam o trabalho das várias entidades.”

Recorrendo a um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos a autarca elogiou a mulher, mas referiu que a “afirmação da mulher na sociedade é um processo com muitos obstáculos, longe de ser concluído”.

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