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Presidente da AENEBEIRA está apreensivo quanto ao futuro das pequenas empresas da região

Tomás Martins, presidente da AENEBEIRA, disse à Elmo que cerca de 30% das empresas da área de influência da associação comercial, não vai abrir portas depois desta situação de pandemia terminar. “ Depois de contacto com os nossos associados, quer por correio eletrónico, quer por telefone, antevejo que 30% das empresas não vão voltar a abrir portas”. E, acrescentou que “vamos ter um problema agravado que ninguém está a pensar muito nele. Agora não temos a possibilidade de emigrar, que era o que acontecia em outras crises. Agora os destinos escolhidos para emigração, estão com o mesmo problema que Portugal, muitos dos nossos emigrantes vão regressar aos terras de origem e nós não estamos preparados para os receber”.

É por isso com “muita preocupação” que olha para esta situação, até porque grande parte do tecido empresarial da região não reúne condições para recorrer aos apoios do governo. “Grande parte das medidas anunciadas dirigem-se sobretudo para dois setores, que digamos são os meninos dos olhos do governo, o turismo e as grandes empresas. Se repararmos na tipologia das empresas do nosso território, são em grande maioria de cariz familiar, com empresários em nome individual e com um ou dois trabalhadores. Não se enquadram nos apoios disponibilizados pelo governo”, afirmou.

A associação empresarial continua de portas abertas e a prestar apoio aos associados, “sobretudo no esclarecimento dos vários diplomas legais divulgados, no apoio jurídico e na concretização dos formulários.”

Para além disso, Tomás Martins adianta que estão também “a fazer chegar as preocupações aos membros do governo, em concreto ao ministério da coesão territorial, e do trabalho”.

Os tempos são difíceis, mas Tomás Martins deixa uma mensagem de esperança. “Sabemos que não há soluções mágicas, mas acima de tudo é preciso ter pensamento positivo e ter esperança, porque o mundo não acaba, apenas se altera a forma como temos vindo a desenvolver a nossa atividade e certamente teremos que estar mais atentos a outras formas de fazer negócio e admitir que, cada vez mais, o digital é de extrema importância”, finalizou.

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